Respeitar o próximo é respeitar a si mesmo: reflita sua relações

Soa quase um absurdo ainda ser tão preciso falar sobre a importância do respeito mútuo entre os seres humanospara se viver em sociedade, não é mesmo? Parece estar tudo tão claro, mas, a cada dia que passa, percebemos uma grande necessidade de escancarar as feridas ainda tão abertas e dolorosas
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Soa quase um absurdo ainda ser tão preciso falar sobre a importância do respeito mútuo entre os seres humanos para se viver em sociedade, não é mesmo? Parece estar tudo tão claro, mas, a cada dia que passa, percebemos uma grande necessidade de escancarar as feridas ainda tão abertas e dolorosas que a indiferença, o preconceito, a falta de inclusão, o bullying, a violência física e psicológica e outros diversos dilemas tão presentes na sociedade em que vivemos causam.

Como refletir sobre a maneira que trato as pessoas? Como ter a certeza de que estamos educando as crianças para que se tornem adultos empáticos e pautados no respeito das diferenças? Como mudar quando percebemos que ainda precisamos aparar algumas arestas tão sutilmente impregnadas nos nossos comportamentos? Como olhar o planeta com mais respeito?

É essa a reflexão que vamos propor nesta publicação. Vem com a gente!

Respeitar as diferenças não é ter que concordar ou mudar a sua opinião ou comportamento.

É entender que todos nós nascemos livres e iguais em dignidade e direitos. É promover o diálogo para possibilitar uma coexistência pacífica.Promover o bem-estar de todos, sem preconceito de raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, está estabelecido no art. 3º da nossa atual Carta Constitucional. (1)

Para pensar: estou agindo de acordo com o que prega a constituição?

O Brasil tem a diversidade como parte do seu DNA. Somos fruto da miscigenação de muitos povos e culturas. Isso deveria ser encarado com uma grande oportunidade de aprendizado e deveríamos nos alegrar por poder aprender tanto com as nossas diferenças.

A sociedade é plural e constituída por diferentes características físicas e psicológicas, além de diferentes valores e histórias de vida, mas, infelizmente, o que vemos é uma enorme dificuldade de relacionamento baseados na escassez de ética, tolerância e respeito, colocando em conflito amigos, famílias, povos e nações.

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O papel da educação na inclusão e no respeito entre as pessoas

A inclusão é um direito garantido por lei, já que a Constituição Brasileira de 1988 garante o acesso ao Ensino Fundamental Regular a todas as crianças e adolescentes, sem exceção. (2)

A escola deve ser um lugar de encontro para compartilhar o conhecimento e oferecer trocas de experiências com o diferente e a inclusão contribui para a melhoria do ensino, pois incentiva que a educação seja vista com outros olhos. Inclusão não diz respeito somente a pessoas deficientes, mas sim a todos aqueles que são excluídos ou discriminados de alguma forma. (2)

Werneck (1993, p.56 apud FERREIRA, 2009, p.4) diz que “evoluir é perceber que incluir não é tratar igual,pois as pessoas são diferentes! Alunos diferentes terão oportunidades diferentes,para que o ensino alcance os mesmos objetivos. Incluir é abandonar estereótipos”. (2)

TODOS ganham com os benefícios que a inclusão gera, pois somos levados a praticar a empatia, a exercitar a tolerância e a respeitar o próximo seja ele quem for.

Precisamos acreditar que a educação é o motor da mudança em direção ao mundo que queremos viver e deixar para os nossos. Mas é importante saber que a inclusão e o respeito às diferenças não se aprendem somente na escola. É preciso ter consciência que todos nós somos agentes de mudança e ferramentas da educação.

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“Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro.” – Carl Jung

Como praticar o respeito diariamente?

– Se conheça e respeite a sua história e o seu contexto;

– Coloque-se no lugar do outro praticando a empatia e a compaixão;

– Entenda que nem todos pensam igual a você e é preciso aceitar isso;

– Seja gentil com você e com os outros;

– Agradeça;

– Ofereça e aceite ajuda;

– Saia da bolha para conseguir compreender porque as pessoas são diferentes;

– Ao assumir um compromisso, cumpra-os;

– Saiba quando o silêncio é a melhor escolha;

– Não julgue as escolhas e o jeito do outro;

– Conscientize mais pessoas sobre a importância do respeito;

– Inclua.

Poderíamos listar mais inúmeras boas práticas que fomentam o respeito e a tolerância consigo mesmo e com os outros, mas finalizaremos este texto com uma citação da professora e escritora Brené Brown:

“Em vez de vivermos de julgamentos e críticas, devemos ousar, aparecer e deixar que nos vejam. Isso é a coragem de ser imperfeito! Isso é viver com ousadia!

Estamos aqui para criar vínculos com as pessoas! Amor e aceitação são necessidades irredutíveis de todas as pessoas.”

Abrace as diferenças!

 

FONTES: 
  1. PESSANHA, Jackelline Fraga; GOMES, Marcelo S. Vieira. O respeito à diversidade e a formação social do indivíduo: uma análise do bullying sofrido por crianças advindas de famílias homoafetivas.Opin. jurid., Medellín, v. 13, n. 25, p. 51-67, 2014.   Disponível em <http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1692-25302014000100004&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 09 out. 2020.
  1. FERREIRA, Michele Marcelina. BOZZO, Fátima E. Frigato. Educação inclusiva – Inclusão de crianças com Síndrome de Down no ciclo I do ensino fundamental. Disponível em <http://www.unisalesiano.edu.br/encontro2009/trabalho/aceitos/CC31441044850.pdf>. Acesso em 09 out. 2020.

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