Magnésio no combate à depressão e ansiedade

Há pouco tempo, abordamos como o ômega 3 pode auxiliar no tratamento da depressão e ansiedade e, hoje, viemos relacionar outro elemento essencial para o corpo humano no que diz respeito ao tratamento desses transtornos mentais que são considerados um grande problema de saúde pública no mundo inteiro
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Há pouco tempo, abordamos como o ômega 3 pode auxiliar no tratamento da depressão e ansiedade e, hoje, viemos relacionar outro elemento essencial para o corpo humano no que diz respeito ao tratamento desses transtornos mentais que são considerados um grande problema de saúde pública no mundo inteiro! Neste texto, ficará ainda mais evidente a relação entre a nossa saúde mental com a alimentação e o estilo de vida. Continue acompanhando.

A importância do magnésio para o corpo humano

Este mineral essencial oferece diversos benefícios em várias funcionalidades do nosso organismo, como na melhora na saúde dos ossos e músculos, prevenção do diabetes, melhora do desempenho físico, energia para o corpo e outras, além de desempenhar função anti-inflamatória. Sua deficiência está associada a diversos problemas de saúde, como acidentes coronarianos, aumento de pressão arterial, arritmias cardíacas, infarto agudo no miocárdio, osteoporose e depressão. Falaremos mais sobre esse último item! (1, 2)

Por que ficamos deficientes de magnésio?

A principal causa da deficiência deste mineral no nosso organismo é uma dieta rica em alimentos industrializados e pobre em alimentos naturais, como vegetais escuros (couve, espinafre e salsinha, por exemplo), oleaginosas (castanhas e nozes), cacau, leguminosas, grãos e outros. Além disso, estamos sendo envenenados pelos nossos alimentos! Pois a qualidade dos solos e o uso de pesticidas estão diretamente ligados à deficiência do magnésio. (2, 3)

Sabe o que mais pode causar deficiência de magnésio? O estresse! Passar por situações estressantes pode contribuir para a redução dos níveis de magnésio no corpo. (2, 3)

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O magnésio e o nosso sistema nervoso

O magnésio é, simplesmente, o segundo cátion intramuscular mais abundante no corpo humano e que ativa mais de 300 enzimas, atuando como cofator de inúmeras reações metabólicas, pode auxiliar na diminuição dos níveis de cortisol e aldosterona que, consequentemente, apresenta efeitos antiestresse. (4, 5) 

Este mineral está presente em processos de óxido-redução metabólica e regulação iônica no cérebro, além de atuar na regulação do metabolismo de carboidratos e lipídios.

O Magnésio interage com sistemas serotoninérgicos, adenérgicos e dopaminérgicos.

De acordo com alguns estudos, esse mineral essencial tem papel fundamental na transferência de impulsos nervosos entre as células cerebrais, especialmente, nos neurônios do hipocampo (região do cérebro considerada o principal local de armazenamento da memória); atua como regulador de receptores cerebrais, evitando a morte de neurônios e, também, pode melhorar a produção da proteína que ajuda na manutenção das células do sistema nervoso. (5, 1)

Sabemos que esta parte pode ter ficado um pouco complexa e com um linguajar mais técnico, porém, acreditamos ser importante expor como o magnésio atua no nosso cérebro. De uma maneira mais simples e resumida, podemos falar que este mineral pode desempenhar função na regulação dos sistemas de respostas ao estresse, além de modular neurotransmissores e diminuir níveis de marcadores inflamatórios. (6)

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O que alguns estudos sobre os benefícios do magnésio no tratamento para a depressão mostraram?

Aqui, vamos citar algumas pesquisas que estudaram se, de fato, o magnésio proporcionava algum benefício no tratamento da depressão. Veja o que eles disseram:

– Pesquisadores da Universidade de Vermont analisaram adultos com idade média de 52 anos e quadro de depressão leve a moderada que foram tratados durante seis semanas com doses de 248mg de Magnésio diariamente (essa dose é considerada baixa). Os pesquisadores observaram que os pacientes apresentaram melhora significativa nos sintomas de depressão e ansiedade após duas semanas de tratamento. (7)

– De acordo com um material publicado sobre o efeito do tratamento crônico com sulfato de magnésio sobre respostas comportamentais relacionadas com a depressão e ansiedade em ratos, observou-se que animais tratados com suplementação de magnésio apresentaram diminuição nos sintomas da ansiedade. (5)

– Um estudo indicou diminuição dos sintomas depressivos em pessoas com depressão e hipomagnesemia (deficiência de magnésio) após suplementação diária com 500mg de óxido de magnésio num período de oito semanas, comparando com um grupo de pessoas que foram tratados com placebo. (6)

– Outro estudo de ensaio clínico que avaliou o efeito de suplemento de 500mg de cloreto de magnésio durante seis semanas também indicou diminuição dos sintomas depressivos. (6)

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Como aumentar o consumo de magnésio no dia a dia?

Além de inserir alimentos ricos em magnésio na sua dieta, como vegetais verdes escuros, como a couve, espinafre, salsinha, e oleaginosas, como a castanha do Pará e a de caju, a suplementação com este mineral, quando bem orientada, apresenta efeitos antiestresse, além de diversos outros benefícios que o magnésio pode proporcionar. (2, 4)

Para o tratamento de depressão, ansiedade e outros distúrbios mentais, é preciso procurar especialistas capacitados para que tudo seja conduzido da maneira mais adequada para cada indivíduo!

 

FONTES:
  1. RAJIZADEH, Afsaneh et al. The Effect of Magnesium Supplementation on Depression Status in Depressed Patients with Magnwsium Deficiency: A Randomized, Double-blind, Placebo-Controlled Trial. Nutrition (2016), doi: 10.1016/j.nut.2016.10.014.
  1. A importância do magnésio na saúde. VP Centro de Nutrição Funcional, 2017. Disponível em <https://www.vponline.com.br/portal/noticia/166/a-importancia-do-magnesio-na-saude>. Acesso em 27 jul. 2020.
  1. Why We’re All Deficient In Magnesium, The Many Signs, & Whats To Do. Colletive Evolution, 2015. Disponível em <https://www.collective-evolution.com/2015/03/25/why-were-all-deficient-in-magnesium-the-many-signs-what-to-do/>. Acesso em 27 jul. 2020.
  1. MATTOSO, Vânia. Imuno-endocrinologia: o papel dos micronutrientes na sinalização hormonal. Revista Brasileira de Nutrição Funcional – ano 13, nº56, 2013. Disponível em <https://www.vponline.com.br/portal/noticia/pdf/9f7c6edc771a78fce2b5f043e11a7a4d.pdf>. Acesso em 27 jul. 2020.
  1. KEMPE, Paula R. Gelinski. Efeito do tratamento crônico com sulfato de magnésio (MgSO4) sobre respostas comportamentais relacionadas com a depressão e ansiedade em ratos com o diabetes induzido por estreptozotocina. Curitiba, 2016. Disponível em <https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/46509/TCC%20Paula%20Regina%20Gelinski%20Kempe.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em 27 jul. 2020
  1. SENRA, Inês do C. Ribeiro. Alimentação e Depressão. Porto, 2017. Disponível em <https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/106793/2/207183.pdf>. Acesso em 27 jul. 2020.
  1. THOMPSON, Alexandra. Over-the-counter magnesium tablets can banish the blues in just TWO WEEKS without the side effects associated with antidepressants. Mail Online, 2017. Disponível em <https://www.dailymail.co.uk/health/article-4646528/Magnesium-tablets-significantly-improve-depression.html>. Acesso em 27 jul. 2020.

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